
O caso Master tem ganhado uma nova atualização a cada dia. O capítulo mais recente desta trama envolve operação na casa de Daniel Vorcaro e desentendimentos entre a Polícia Federal e o Supremo.
Contexto: Ontem pela manhã, a Polícia Federal cumpriu 42 mandados de busca em endereços ligados a Daniel Vorcaro, familiares e empresários próximos na segunda fase da operação Compliance Zero.
Um dos nomes que também sofreu busca e apreensão foi Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro e maior doador da campanha de Bolsonaro e Tarcísio em 2022.
Nela, foram apreendidos carros de luxo, relógios, armas, quase R$ 650 mil em espécie e mais de R$ 5,7 bilhões em bens bloqueados.
Mas o ponto-chave da história está aqui
Ao autorizar a operação, o ministro Dias Toffoli determinou que todo o material apreendido fosse enviado ao STF, gerando alerta da PF e da PGR sobre o risco de perda de dados.
Explicando: Quando a polícia apreende dispositivos eletrônicos, ela busca retirar todas as informações que estão contidas neles e em suas nuvens. Com os celulares e notebooks indo para o STF, isso possibilitaria que os arquivos sejam manipulados ou destruídos remotamente.
Como resposta, a PF argumentou que precisava extrair e analisar rapidamente celulares e dispositivos, algo incompatível com o material “lacrado” no Supremo. A pressão funcionou.
Horas depois, Toffoli recuou. O ministro determinou que os bens e arquivos apreendidos ficassem sob guarda da PGR, que tem estrutura própria de perícia. Contudo, a Polícia Federal não terá acesso a eles no momento.
Em meio a esse vai e volta, senadores da oposição protocolaram um pedido de impeachment de Toffoli do STF. O argumento é de que o ministro cometeu crimes de responsabilidade em sua atuação no caso Master.


